O boletim Fato Econômico, da CNI, aponta uma situação no segundo trimestre pior que a do primeiro; “A confiança de empresários e consumidores continua baixa, o que dificulta os investimentos e o consumo. Isso impede uma recuperação mais forte da economia”, analisa o gerente-executivo de Política Econômica da entidade empresarial, Flávio Castelo Branco

Rede Brasil Atual – O boletim Fato Econômico, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta uma situação no segundo trimestre pior que a do primeiro e um cenário nebuloso em relação a perspectivas para a economia. “A confiança de empresários e consumidores continua baixa, o que dificulta os investimentos e o consumo. Isso impede uma recuperação mais forte da economia”, analisa o gerente-executivo de Política Econômica da entidade empresarial, Flávio Castelo Branco. A incerteza eleitoral também é citada na análise.

Os dados da CNI – que em grande medida inspirou o modelo de “reforma” trabalhista aprovado em 2017 – apontam algum alento em junho, mas insuficiente, de acordo com a confederação, para recuperar perdas que teriam sido provocadas pelo movimento dos caminhoneiros. “A recuperação não levou a indústria para o ponto onde estava antes da paralisação”, diz o boletim. “É preciso ter cautela com os dados que mostram a recuperação de junho. Na verdade, não há motivos para comemorações”, afirma Castelo Branco.

De acordo com o Fato Econômico, de abril para junho houve queda no nível de emprego (-0,3%), nas horas trabalhadas na produção (-0,5%), na massa salarial (-1,8%) e no rendimento médio (-2%). A utilização da capacidade instalada recuou 1,4 ponto percentual. O que aumentou foi o faturamento: 5,4%.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) está em 50,2 pontos, “praticamente em cima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança”. Uma das razões, segundo a CNI, está na discussão sobre o frete mínimo.

Nesse cenário, a CNI já revisou para baixo sua projeção sobre o Produto Interno Bruto (PIB) industrial de 2018. Dos 3% previstos no início do ano foi para 1,8%.

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